O importante é rir no final!

Eu sou estabanada. Tento me comportar ao máximo no ambiente profissional e controlar este meu “estilo” de ser, mas nem sempre isso dá certo.

Andar de salto é receita de problema na certa. São poucos os sapatos que eu consigo usar sem aprontar nada, principalmente porque eu tenho os dois joelhos operados. Qualquer sapato com salto, por menor que ele seja, faz eu me desequilibrar com uma facilidade gigantesca e a iminência de capotar é inevitável.

Há algum tempo atrás, antes de mudar de emprego, participei de algumas entrevistas. Numa delas fui chamada para conversar com o CEO de uma empresa de moda de luxo. Fiquei super animada, porque achei ser uma oportunidade super legal, mas eu não sou uma pessoa “moda de luxo”, me entendem? Eu não me visto com a última moda – gosto de coisas legais, básicas e clássicas. Me visto do meu jeito.

Me arrumei, coloquei uma roupa descoladinha, um scarpin, uma bolsa legal e lá fui eu. Afinal, como já dizem há tempos, a primeira impressão é a que fica (ressalto aqui que esta frase será muito importante até o final deste post).

Cheguei pontualmente no lugar da entrevista. Subi uma super escada, aguardei um pouquinho e a entrevista rolou super bem. Deixei claro que eu não era uma pessoa de “moda de luxo”, mas que eu entendia do que precisava ser feito e sabia fazer. Durante a entrevista minha expectativa cresceu muito. Já tinha pensado em várias coisas legais e projetos que eu poderia desenvolver na empresa. Eu queria aquela vaga e eu iria consegui-la.

Ou não.

Como todo escritório moderno (ainda mais sendo de moda de luxo), este era bem bonito e elegante: chão de cimento queimado, clean, uma prateleira com livros de moda, um sofázinho para espera dos visitantes, copa e tudo mais. Quando a entrevista acabou, o entrevistador foi me levar até a porta. Depois de três passos, me despedindo dele, o inevitável aconteceu. Eu e meu lindo scarpin escorregamos no chão lisinho de cimento queimado. Em poucos segundos, que pareceram minutos, eu me espatifei no chão. Caí com tudo, os dois joelhos e o cotovelo direito bateram em harmonia no chão duro e a bolsa, que estava na mão esquerda, permaneceu intacta. (Não sou da moda, mas sou mulher). Com a queda, meus óculos caíram e foram rolando até o ponto mais distante do escritório.

Neste momento, na pose em que Napoleão perdeu a guerra, eu olhei para o sofázinho. Lá estava a próxima pessoa a ser entrevistada. Ela não só era da Moda, mas era da “Moda de Luxo”. Naquele momento, o mais inacreditável de toda a minha vida profissional (e também o mais engraçado de minha carreira) eu sabia que eu também tinha perdido a guerra.

Eu podia fazer o que quisesse para reverter, mas neste caso eu acho que a última impressão foi a que ficou (eu acho). :)

Lembrei desta história porque um amigo, que trabalhou comigo, foi trabalhar nesta empresa. Eu acredito que tudo acontece por uma razão certa. Não saí da empresa que trabalhava para ir para lá, mas hoje estou em um lugar super bacana, com pessoas muito legais e amando meu novo trabalho, e com uma história divertida pra contar.

Quem nunca passou por algo assim? É só dar uma olhadinha nas fotos abaixo! Se elas podem, por que eu não poderia?  :)

 

Imagens: Reprodução

PS: se este fosse um blog de Emprego & Carreira, a categoria seria: “O que não fazer em uma entrevista de emprego” :)

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2 Responses to O importante é rir no final!

  1. hahahahahhaaha muuuito bom! :)

  2. Desculpa, Aninha… mas eu ri muito! hahahaha

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